terça-feira, 12 de abril de 2011

Sirva-se

Nada serve para alguma coisa quando não há interesse em se fazer de um determinado objeto algo util, seja uma máquina, um animal irracional ou um ser humano.

O servir é uma forma de relação utilizada pela Terra organismo-vivo (Gaia) desde que a sopa protéica começou a se formar nos oceanos primitivos.

O mundo é um encadeamento de servilidades. Pensando assim, o ser humano só chegou ao ponto no qual está hoje em função do "servir". Como diz o cientista chileno Maturana, as espécies evoluiram não por uma seleção dos mais fortes mas por uma agregação de "interesses" ou serventias.

Os sistemas criados pelo homem são tributários do "servir", seja através da escravidão ou do trabalho assalariado e, claro, da caridade, foco principal de várias religiões onde se serve a um ou vários deuses.

Nas salas de aula os alunos me perguntam : "professor, para que serve isso ?"
No mundo atual entremeado de utilitarismos efêmeros e consumistas provedores de prazeres imediatos, o servir pode ser usado como um instrumento de incentivo a (des)construção do saber em detrimento de prazeres hedonistas estimulados pelo atual modo de vida fast-food.

Na verdade textos como este publicados na internet podem servir a vários propósitos, depende do que a pessoa quiser fazer com ele, mesmo que seja nada.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

(Pré)conceito

Preconceito





De onde vem o preconceito ? Antes de mais nada gostaria de isentar a palavra do cunho pejorativo que ganhou ao longo do tempo pelo que representa. O (pré) conceito pode estar ligado diretamente a qualquer opinião a respeito de alguém ou alguma coisa sem que antes este objeto seja estritamente avaliado com mais proximidade.

Em nossa sociedade o homem impõe valores às coisas de acordo com suas convicções próprias associadas a forma pela qual o objeto em destaque se mostra para ele, portanto, a partir destes dois pontos de vista saímos por aí emitindo opiniões quase sempre desprovidas de eficácia verídica a respeito dos outros, principalmente.

É preciso, antes de se avaliar qualquer coisa ou objeto, penetrar no mundo deste, vivenciar seus meandros, sua forma de se reconhecer no mundo, seus pensamentos, opiniões e práticas para que possamos, a partir da formação ética individual de cada um formarmos um conceito, sem o “pré”.

Isto torna a sociedade mais rica pois as alteridades, ou seja, as diferenças entre as pessoas na maneira como elas se comportam ou veem o mundo passam a ser respeitadas permitindo um convívio mais ameno entre as diferenças, pois a partir delas e não de uma pobreza homogênea  iremos em direção a uma sociedade na qual todas as demandas possam ser ouvidas e antes de mais nada respeitadas oferecendo, desta forma, mais solidez à diversidade cultural, em termos de Brasil nossa própria unidade.