Belo e interressante texto para os educadores e não educadores pois estamos, queiramos ou não, em constante relação (direta ou indireta) com o outro.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Educador defende a pedagogia da vida cotidiana como forma de impulsionar o aprendizado
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sirva-se
Nada serve para alguma coisa quando não há interesse em se fazer de um determinado objeto algo util, seja uma máquina, um animal irracional ou um ser humano.
O servir é uma forma de relação utilizada pela Terra organismo-vivo (Gaia) desde que a sopa protéica começou a se formar nos oceanos primitivos.
O mundo é um encadeamento de servilidades. Pensando assim, o ser humano só chegou ao ponto no qual está hoje em função do "servir". Como diz o cientista chileno Maturana, as espécies evoluiram não por uma seleção dos mais fortes mas por uma agregação de "interesses" ou serventias.
Os sistemas criados pelo homem são tributários do "servir", seja através da escravidão ou do trabalho assalariado e, claro, da caridade, foco principal de várias religiões onde se serve a um ou vários deuses.
Nas salas de aula os alunos me perguntam : "professor, para que serve isso ?"
No mundo atual entremeado de utilitarismos efêmeros e consumistas provedores de prazeres imediatos, o servir pode ser usado como um instrumento de incentivo a (des)construção do saber em detrimento de prazeres hedonistas estimulados pelo atual modo de vida fast-food.
Na verdade textos como este publicados na internet podem servir a vários propósitos, depende do que a pessoa quiser fazer com ele, mesmo que seja nada.
O servir é uma forma de relação utilizada pela Terra organismo-vivo (Gaia) desde que a sopa protéica começou a se formar nos oceanos primitivos.
O mundo é um encadeamento de servilidades. Pensando assim, o ser humano só chegou ao ponto no qual está hoje em função do "servir". Como diz o cientista chileno Maturana, as espécies evoluiram não por uma seleção dos mais fortes mas por uma agregação de "interesses" ou serventias.
Os sistemas criados pelo homem são tributários do "servir", seja através da escravidão ou do trabalho assalariado e, claro, da caridade, foco principal de várias religiões onde se serve a um ou vários deuses.
Nas salas de aula os alunos me perguntam : "professor, para que serve isso ?"
No mundo atual entremeado de utilitarismos efêmeros e consumistas provedores de prazeres imediatos, o servir pode ser usado como um instrumento de incentivo a (des)construção do saber em detrimento de prazeres hedonistas estimulados pelo atual modo de vida fast-food.
Na verdade textos como este publicados na internet podem servir a vários propósitos, depende do que a pessoa quiser fazer com ele, mesmo que seja nada.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
(Pré)conceito
Preconceito
De onde vem o preconceito ? Antes de mais nada gostaria de isentar a palavra do cunho pejorativo que ganhou ao longo do tempo pelo que representa. O (pré) conceito pode estar ligado diretamente a qualquer opinião a respeito de alguém ou alguma coisa sem que antes este objeto seja estritamente avaliado com mais proximidade.
Em nossa sociedade o homem impõe valores às coisas de acordo com suas convicções próprias associadas a forma pela qual o objeto em destaque se mostra para ele, portanto, a partir destes dois pontos de vista saímos por aí emitindo opiniões quase sempre desprovidas de eficácia verídica a respeito dos outros, principalmente.
É preciso, antes de se avaliar qualquer coisa ou objeto, penetrar no mundo deste, vivenciar seus meandros, sua forma de se reconhecer no mundo, seus pensamentos, opiniões e práticas para que possamos, a partir da formação ética individual de cada um formarmos um conceito, sem o “pré”.
Isto torna a sociedade mais rica pois as alteridades, ou seja, as diferenças entre as pessoas na maneira como elas se comportam ou veem o mundo passam a ser respeitadas permitindo um convívio mais ameno entre as diferenças, pois a partir delas e não de uma pobreza homogênea iremos em direção a uma sociedade na qual todas as demandas possam ser ouvidas e antes de mais nada respeitadas oferecendo, desta forma, mais solidez à diversidade cultural, em termos de Brasil nossa própria unidade.
domingo, 6 de março de 2011
Cara a Cara com Deus
Me sinto uma escola de samba sendo julgado o tempo inteiro pelas pessoas como se eu tivesse fazendo um desfile todo errado ao longo da vida.
As vezes posso nem estar sendo julgado tanto assim e sim ser paranóia da minha cabeça porém o sentimento é muito ruim, meu eu fica pequeno.
Meu eu fica pequeno pq, a paranóia faz com q eu me sinta culpado como se eu carregasse nas costas um tonelada de culpas postas pelos outros.
Fico me sentindo como se fosse uma espécie de estorvo pro mundo e no mundo, meu amor por mim diminui e é como se eu começasse a desapareder.
Como se todos me apontassem seus dedos e me julgassem CULPADO tendo como pena a angústia no peito e o sumiço do meu eu se perdendo de mim.
É bom ver o dia amanhecer mas ao mesmo tempo sinto medo das palavras das pessoas me julgando, me apontando, fazendo me sentir um ser ruim.
Meu Deus, será que sou ou fui ou sou ou fui uma pessoa tão ruim assim ? Me sinto caminhando no umbral da vida purgando por meus atos.
Sou reflexo das minha escolhas erradas ou é minha fraqueza diante daqueles que me apontam os dedos o que me faz me perder do meu eu ?
Quem sou eu se dentro de mim não consigo encontrar meu dito lado bom cuja minha esposa tanto anuncia ? Minha alma foi marcada em brasas ?
Sou um ser tão desprezível assim ? Não é o que minha esposa fala mas será que ela fala para amenizar minhas perturbações ? Quem sou eu ?
Por quanto tempo ainda vou me sentir assim, como se estivesse carregando toneladas de culpas do mundo nas minhas costas ?
Será que minha natureza é ser um espírito atormentado e preciso aprender a conviver com isso ? Como posso fazer p/ ñ atormentar os outros ?
Oh, Deus, tenha misericórida desta alma embaralhada, incerta e inconstante, subo no alto da montanha e grito : aonde vc está, oh Deus.
Por quanto tempo ainda terei que respirar terra e comer ar, por quanto tempo ainda estarei em desencontro com o mundo ?
Por que, Deus, não tem misericórdia desta carne-alma, deste sofrimento que é ser um ser ambíguo, por que não encerra minha estada aqui ?
Se até agora tive que conviver e fazer os outros conviverem com meus tormentos, o que sou para o mundo ? Sou necessário, pq o tormento ?
Grito, grito, grito e só escuto ao longe as vozes das pessoas, julgamentos e verdades e ninharias do meu eu, será que já morri ?
Por quanto tempo ainda terei que caminhar atormentado pela Terra ? Deus, cade você ? De ti apenas ouço o silêncio.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Alvorecer
Alvorecer impregnado de um azul
diferente porém sábio
A tela ergue-se mais larga
Ocupando todo espaço da retina
Não há mais o que fazer
A não ser devorado pelo doce alvorecer
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